quinta-feira, 5 de junho de 2008

Uma atualização atrasada

Vamos tentar colocar as fofocas em dia. Sem acentos por causa das maluquices do teclado do macintosh e da recusa da digitadora em corroborar com a conspiração de Steve Jobs para o enlouquecimento da população famequiana (talvez, depois, ela acentue em seu Udos bom, maravilhoso e com os caracteres no lugar).

Uma breve retrospectiva das aulas introdutorias de cada modulo ate agora sera apresentada. Posteriormente, nossas impressoes da experiencia em cada modulo serao compartilhadas com nossos carissimos leitores, nossos mestres. =)

MÓDULO WEB:

Na aula de introdução ao módulo WEB, os professores traçaram uma linha do tempo que sintetizou a história da internet. O comeco dessa maravilha globalizadora foi na Guerra Fria, com a Advanced Research Projects Agency (a ARPA, agencia de pensquisa em projetos avancados em uma traducao literal da digitadora), como uma resposta estadunidense ao lancamento da sputnik pelos sovieticos. A historia da internet passa por acontecimentos de extrema relevância para os atuais nerds de plantao, como a liberação do uso comercial da Internet, em 1993, ou a Bolha da Internet, que durou de 1998 até seu "estouro" em 2001. Foi explicada a diferença entre Broadcasting e a informacao online. Caso o caro leitor nao saiba, a relacao entre os dois termos nao e de sinonimia. O broadcasting seria a informacao de um para todos, ou seja, a informacao que sai de uma redacao e e difundida por meio das midias nao digitais, como a televisao, o radio e o jornal, enquanto a informacao digital, os bits de Negroponte, seria a informacao de todos para todos. Nao ha mais redacoes para que a informacao passe por todo o processo de apuracao e lapidacao gramatical e, apenas depois, va para a casa de cada um dos espectadores/ouvintes/leitores.
Outros aspectos importantes foram a criação do primeiro jornal online, em 95, seguida pela primeira rádio online em 96, e por fim a primeira televisão, em 97. Em 2004, a internet finalmente retoma seu crescimento acelerado, que estava em crise desde a especulacao devido ao excesso de acoes de empresas digitais compradas na bolsa de valores.
Foi interessante a ressalva feita pelos professores sobre o rompimento das fronteiras entre as midias. Tudo agora pode ser digital, as midias estao em uma caminhada rumo a integracao completa por meio da internet.


MÓDULO TEXTO:
A aula introdutoria do modulo impresso explicou o funcionamento de uma redação. O modelo foi a redacao de Zero Hora, onde todo o processo editorial e logistico acontece em vinte e quatro horas, seguindo mais ou menos este cronograma. Às oito horas da manhã, ocorre a reunião de pauta em que ha a pré-formulacao da edição do jornal. Às três da tarde, acontece a segunda reunião, que decide e organiza o que será ou nao publicado. Às seis horas da tarde ha o fechamento do segundo caderno, e a meia-noite a primeira edição é encerrada. Às duas da manhã sai uma segunda edição, que corrige erros e acrescenta fatos que possam ter ocorrido apos o fechamento da edicao. As tres da manhã, o plantao e encerrado e tudo reinicia novamente em cinco horas. O jornal de domingo (vulgo requentado) é feito na madrugada de sexta para sábado, por isso deve ter conteúdo atemporal, falando de notícias que não sejam do dia de domingo. Ha de se dizer que o jornal dominical tem, na verdade, o formato de uma revista de variedades.
Sobre os formatos de papel, o jornal com folhas grandes e o standart, como a Folha de Sao Paulo e o Globo, do Rio de Janeiro. O tablóide é o jornal de folhas pequenas, como praticamente todos os jornais gauchos. A terminologia tabloide tambem define o jornal sensacionalista popular, por mais que a mesma nao seja totalmente aplicada, pelo menos no Rio Grande do Sul e na Argentina (onde se podem ler jornais elitizados no formato tabloide).
Porto Alegre é a capital brasileira que mais lê jornal (pudera, tambem e a capital com a maior media de leitura de livros de literatura - otima frase, digitadora - no pais, com 5,5 livros per capita).

Interessante tambem, para acabar com a veborragia por aqui, e conferir a entrevista com Chris Anderson, criador do termo que virou o ultimo hype na comunicacao, a cauda longa. E uma tendencia na qual os bicos de luzes, digo, os estudantes de jornalismo tem de "se ligar". Aqui http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDR75221-5856,00.html

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