Voltamos. Para atualizá-los com notícias dos últimos módulos, contaremos um pouco do que se passou nas aulas introdutórias de rádio e de televisão, além de relatarmos o que se passou durante as gravações de nosso programa de televisão, o labnews-que-virou-cybernews.
A cronologia do rádio é dividida em cinco fases. A primeira, que vai de 1922 - ano da invenção do dispositivo- até meados da década de 30, é o período de implantação do meio na sociedade. O rádio, nessa fase, foi focado em programas educativos e direcionados à elite, única classe de consumidores com renda suficiente para a compra de um aparelho de rádio.
A segunda fase, que vai de aproximadamente 1935 até 1955, é a conhecida época de ouro do rádio, com programas de auditório, novelas e as famosas cantoras do rádio. Na terceira divisão cronológica do radio, que vai até o final dos anos sessenta, ele sofre o impacto da maior das concorrências: a televisão é inventada e, em um período de impotência em relação à rival, a programação de rádio torna-se o alcunhado "vitrolão", com a reprodução incessante de música para preencher os horários. Na quarta fase, que abrange as décadas de setenta e oitenta, o rádio torna-se prestador de serviços: o horário nobre é o da manhã, quando os trabalhadores sintonizam em alguma estação para saber da previsão do tempo, da situação das vias públicas, por onde anda o radar móvel da EPTC e etc. Na fase atual, há a inserção de novas tecnologias, como o rádio digital e a possibilidade de andar com o rádio em todos os lugares, seja no celular, seja em mp3 players.
Sobre reportagem radiofônica, os conceitos foram dados em linhas gerais: reportagem radiofônica é o relato de um acontecimento ou de uma situação em curso feito pelo repórter ou pela equipe de reportagem por meio do rádio. A reportagem ao vivo é constituída de informação direta e instantânea, emitida pelo reportér do próprio local em que ocorrem os fatos. O improviso - ou seja, a ausência total de roteiro - permite o máximo de exatidão descritiva. A reportagem montada exige maior edição, por possuir maior profundidade jornalística: os depoimentos colhidos pelo repórter são cortados e mesclados à trechos de explicação.
Essa aula foi dada pelo professor Cláudio Mércio, da disciplina de LabJor, em substituição ao professor Juremir Machado, que ministra a cadeira de Técnicas de Reportagem e Formas Narrativas. Achamos importante sua inclusão, já que o assunto não foi tão explorado nas aulas de Laboratório por falta de tempo no cronograma. As aulas de rádio restantes da disciplina foram dedicadas à gravação de boletins de rádio e à roteirização e gravação de um programa de dez minutos, feito em pequenos grupos.
No módulo de vídeo, foi feita divisão similar à de rádio. A história da TV brasileira foi dividida em 6 fases. A primeira, assim como no rádio, era considerada "elitista", quando apenas aqueles com grande poder aquisitivo tinham acesso à televisão. A segunda foi marcada pelos programas de auditório, que eram criticados por muitos, devido à aparente baixa qualidade de conteúdo. A fase do desenvolvimento tecnológico - de 1975 até 1985 - foi quando os programas de rádio passaram a ter mais profissionalismo, graças à intensificação da produção de programas. Já a quarta fase, foi quando os programas passaram a ser exportados, a chamada Expansão Internacional. Graças à globalizaçao e à TV paga, na quinta fase a televisão tem a necessidade de adaptar-se aos novos grupos da redemocratização. Já na sexta e última era da televisão, as novas tecnologias como a internet, a qualidade digital, e a famosa interatividade passam a afetar o rumo da TV. As novas tecnologias tornam-se motivo para plêmica no mundo todo, mas a verdadeira influência delas sobre a vida humana ainda são desconhecidas. É pagar para ver, literalmente.
quinta-feira, 26 de junho de 2008
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Uma atualização atrasada
Vamos tentar colocar as fofocas em dia. Sem acentos por causa das maluquices do teclado do macintosh e da recusa da digitadora em corroborar com a conspiração de Steve Jobs para o enlouquecimento da população famequiana (talvez, depois, ela acentue em seu Udos bom, maravilhoso e com os caracteres no lugar).
Uma breve retrospectiva das aulas introdutorias de cada modulo ate agora sera apresentada. Posteriormente, nossas impressoes da experiencia em cada modulo serao compartilhadas com nossos carissimos leitores, nossos mestres. =)
MÓDULO WEB:
Na aula de introdução ao módulo WEB, os professores traçaram uma linha do tempo que sintetizou a história da internet. O comeco dessa maravilha globalizadora foi na Guerra Fria, com a Advanced Research Projects Agency (a ARPA, agencia de pensquisa em projetos avancados em uma traducao literal da digitadora), como uma resposta estadunidense ao lancamento da sputnik pelos sovieticos. A historia da internet passa por acontecimentos de extrema relevância para os atuais nerds de plantao, como a liberação do uso comercial da Internet, em 1993, ou a Bolha da Internet, que durou de 1998 até seu "estouro" em 2001. Foi explicada a diferença entre Broadcasting e a informacao online. Caso o caro leitor nao saiba, a relacao entre os dois termos nao e de sinonimia. O broadcasting seria a informacao de um para todos, ou seja, a informacao que sai de uma redacao e e difundida por meio das midias nao digitais, como a televisao, o radio e o jornal, enquanto a informacao digital, os bits de Negroponte, seria a informacao de todos para todos. Nao ha mais redacoes para que a informacao passe por todo o processo de apuracao e lapidacao gramatical e, apenas depois, va para a casa de cada um dos espectadores/ouvintes/leitores.
Outros aspectos importantes foram a criação do primeiro jornal online, em 95, seguida pela primeira rádio online em 96, e por fim a primeira televisão, em 97. Em 2004, a internet finalmente retoma seu crescimento acelerado, que estava em crise desde a especulacao devido ao excesso de acoes de empresas digitais compradas na bolsa de valores.
Foi interessante a ressalva feita pelos professores sobre o rompimento das fronteiras entre as midias. Tudo agora pode ser digital, as midias estao em uma caminhada rumo a integracao completa por meio da internet.
MÓDULO TEXTO:
A aula introdutoria do modulo impresso explicou o funcionamento de uma redação. O modelo foi a redacao de Zero Hora, onde todo o processo editorial e logistico acontece em vinte e quatro horas, seguindo mais ou menos este cronograma. Às oito horas da manhã, ocorre a reunião de pauta em que ha a pré-formulacao da edição do jornal. Às três da tarde, acontece a segunda reunião, que decide e organiza o que será ou nao publicado. Às seis horas da tarde ha o fechamento do segundo caderno, e a meia-noite a primeira edição é encerrada. Às duas da manhã sai uma segunda edição, que corrige erros e acrescenta fatos que possam ter ocorrido apos o fechamento da edicao. As tres da manhã, o plantao e encerrado e tudo reinicia novamente em cinco horas. O jornal de domingo (vulgo requentado) é feito na madrugada de sexta para sábado, por isso deve ter conteúdo atemporal, falando de notícias que não sejam do dia de domingo. Ha de se dizer que o jornal dominical tem, na verdade, o formato de uma revista de variedades.
Sobre os formatos de papel, o jornal com folhas grandes e o standart, como a Folha de Sao Paulo e o Globo, do Rio de Janeiro. O tablóide é o jornal de folhas pequenas, como praticamente todos os jornais gauchos. A terminologia tabloide tambem define o jornal sensacionalista popular, por mais que a mesma nao seja totalmente aplicada, pelo menos no Rio Grande do Sul e na Argentina (onde se podem ler jornais elitizados no formato tabloide).
Porto Alegre é a capital brasileira que mais lê jornal (pudera, tambem e a capital com a maior media de leitura de livros de literatura - otima frase, digitadora - no pais, com 5,5 livros per capita).
Interessante tambem, para acabar com a veborragia por aqui, e conferir a entrevista com Chris Anderson, criador do termo que virou o ultimo hype na comunicacao, a cauda longa. E uma tendencia na qual os bicos de luzes, digo, os estudantes de jornalismo tem de "se ligar". Aqui http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDR75221-5856,00.html
Uma breve retrospectiva das aulas introdutorias de cada modulo ate agora sera apresentada. Posteriormente, nossas impressoes da experiencia em cada modulo serao compartilhadas com nossos carissimos leitores, nossos mestres. =)
MÓDULO WEB:
Na aula de introdução ao módulo WEB, os professores traçaram uma linha do tempo que sintetizou a história da internet. O comeco dessa maravilha globalizadora foi na Guerra Fria, com a Advanced Research Projects Agency (a ARPA, agencia de pensquisa em projetos avancados em uma traducao literal da digitadora), como uma resposta estadunidense ao lancamento da sputnik pelos sovieticos. A historia da internet passa por acontecimentos de extrema relevância para os atuais nerds de plantao, como a liberação do uso comercial da Internet, em 1993, ou a Bolha da Internet, que durou de 1998 até seu "estouro" em 2001. Foi explicada a diferença entre Broadcasting e a informacao online. Caso o caro leitor nao saiba, a relacao entre os dois termos nao e de sinonimia. O broadcasting seria a informacao de um para todos, ou seja, a informacao que sai de uma redacao e e difundida por meio das midias nao digitais, como a televisao, o radio e o jornal, enquanto a informacao digital, os bits de Negroponte, seria a informacao de todos para todos. Nao ha mais redacoes para que a informacao passe por todo o processo de apuracao e lapidacao gramatical e, apenas depois, va para a casa de cada um dos espectadores/ouvintes/leitores.
Outros aspectos importantes foram a criação do primeiro jornal online, em 95, seguida pela primeira rádio online em 96, e por fim a primeira televisão, em 97. Em 2004, a internet finalmente retoma seu crescimento acelerado, que estava em crise desde a especulacao devido ao excesso de acoes de empresas digitais compradas na bolsa de valores.
Foi interessante a ressalva feita pelos professores sobre o rompimento das fronteiras entre as midias. Tudo agora pode ser digital, as midias estao em uma caminhada rumo a integracao completa por meio da internet.
MÓDULO TEXTO:
A aula introdutoria do modulo impresso explicou o funcionamento de uma redação. O modelo foi a redacao de Zero Hora, onde todo o processo editorial e logistico acontece em vinte e quatro horas, seguindo mais ou menos este cronograma. Às oito horas da manhã, ocorre a reunião de pauta em que ha a pré-formulacao da edição do jornal. Às três da tarde, acontece a segunda reunião, que decide e organiza o que será ou nao publicado. Às seis horas da tarde ha o fechamento do segundo caderno, e a meia-noite a primeira edição é encerrada. Às duas da manhã sai uma segunda edição, que corrige erros e acrescenta fatos que possam ter ocorrido apos o fechamento da edicao. As tres da manhã, o plantao e encerrado e tudo reinicia novamente em cinco horas. O jornal de domingo (vulgo requentado) é feito na madrugada de sexta para sábado, por isso deve ter conteúdo atemporal, falando de notícias que não sejam do dia de domingo. Ha de se dizer que o jornal dominical tem, na verdade, o formato de uma revista de variedades.
Sobre os formatos de papel, o jornal com folhas grandes e o standart, como a Folha de Sao Paulo e o Globo, do Rio de Janeiro. O tablóide é o jornal de folhas pequenas, como praticamente todos os jornais gauchos. A terminologia tabloide tambem define o jornal sensacionalista popular, por mais que a mesma nao seja totalmente aplicada, pelo menos no Rio Grande do Sul e na Argentina (onde se podem ler jornais elitizados no formato tabloide).
Porto Alegre é a capital brasileira que mais lê jornal (pudera, tambem e a capital com a maior media de leitura de livros de literatura - otima frase, digitadora - no pais, com 5,5 livros per capita).
Interessante tambem, para acabar com a veborragia por aqui, e conferir a entrevista com Chris Anderson, criador do termo que virou o ultimo hype na comunicacao, a cauda longa. E uma tendencia na qual os bicos de luzes, digo, os estudantes de jornalismo tem de "se ligar". Aqui http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDR75221-5856,00.html
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Sobre direito de escolha ("Cultura Digital", de Rogério da Costa)
Interessantes as reflexões acerca do excerto de "Cultura Digital". Trouxe à tona, além da questão dos formatos atuais de televisão e a premissa da interatividade constante, um assunto que intrigou a turma: onde a evolução tecnológica pode nos levar?
As opiniões foram divididas: enquanto alguns acham possível a educação para garantir a socialização em detrimento da interação exclusiva com janelas e interfaces (o direito de escolha entre comprar faixas digitais de música na loja do iTunes e comprar um CD em uma livraria com espaço físico), outros temem aonde o excesso de tecnologias pode levar a comunicação humana.
Ambas as opiniões têm fundamento: a questão de opção remonta à antiga fantasia com a "comida de astronauta", todos os nutrientes e toda a saciedade de uma refeição em uma pequena cápsula. Tal subterfúgio poderia ser prático em algumas situações, mas, mesmo assim, uma refeição caseira ou um jantar fora de casa são indispensáveis para qualquer um. O mesmo ocorre com a tecnologia, que pode ser útil e enriquecedora em certas situações, mas não substitui a socialização com iguais. Mesmo o encontro com os contatos de instant messenger é muito mais recompensante que uma conversa quilométrica.
Por outro lado, o medo dos que vêem a tecnologia como um gigante de incontrolável crescimento, indomável, é o de que a comodidade das novas formas de realizar tarefas cotidianas tome o lugar de antigos costumes, como o de acordar cedo e ir à feira ou o de ler o jornal impresso de cabo a rabo. O fácil acesso a qualquer tipo de informação ou produto preocupa os que valorizam experiências socializantes, como as conversas com a senhora da fruteira. Mais importante do que conversas corriqueiras, porém, é o medo de que a próxima geração resuma o tipo de informação que quer receber a meras futilidades, ficando à parte do que acontece fora do universo criado por ela.
A conclusão foi a de que é preciso saber usar a tecnologia para acelerar a produtividade e curtir sua praticidade, não deixando que ela reduza nossas relações a meros logs de MSN. Interatividade digital é ótima, mas tudo tem um limite.
As opiniões foram divididas: enquanto alguns acham possível a educação para garantir a socialização em detrimento da interação exclusiva com janelas e interfaces (o direito de escolha entre comprar faixas digitais de música na loja do iTunes e comprar um CD em uma livraria com espaço físico), outros temem aonde o excesso de tecnologias pode levar a comunicação humana.
Ambas as opiniões têm fundamento: a questão de opção remonta à antiga fantasia com a "comida de astronauta", todos os nutrientes e toda a saciedade de uma refeição em uma pequena cápsula. Tal subterfúgio poderia ser prático em algumas situações, mas, mesmo assim, uma refeição caseira ou um jantar fora de casa são indispensáveis para qualquer um. O mesmo ocorre com a tecnologia, que pode ser útil e enriquecedora em certas situações, mas não substitui a socialização com iguais. Mesmo o encontro com os contatos de instant messenger é muito mais recompensante que uma conversa quilométrica.
Por outro lado, o medo dos que vêem a tecnologia como um gigante de incontrolável crescimento, indomável, é o de que a comodidade das novas formas de realizar tarefas cotidianas tome o lugar de antigos costumes, como o de acordar cedo e ir à feira ou o de ler o jornal impresso de cabo a rabo. O fácil acesso a qualquer tipo de informação ou produto preocupa os que valorizam experiências socializantes, como as conversas com a senhora da fruteira. Mais importante do que conversas corriqueiras, porém, é o medo de que a próxima geração resuma o tipo de informação que quer receber a meras futilidades, ficando à parte do que acontece fora do universo criado por ela.
A conclusão foi a de que é preciso saber usar a tecnologia para acelerar a produtividade e curtir sua praticidade, não deixando que ela reduza nossas relações a meros logs de MSN. Interatividade digital é ótima, mas tudo tem um limite.
Apresentação
Para descrever e opinar sobre as aulas do primeiro semestre da disciplina de Laboratório de Jornalismo, ministrada pelos professores Eduardo Pellanda e Cláudio Mércio, criamos o blog com o nome de Duas Focas (referente a nosso amadorismo jornalístico).
As Duas Focas são:
Fernanda Vergara Grabauska
Tem dezessete anos, escolheu o jornalismo logo após a alfabetização e planeja especializar-se em jornalismo impresso, preferencialmente na área de crítica cinematográfica.
Paola Santi Kremer
Tem dezoito anos e escolheu a carreira de jornalista logo antes de prestar vestibular, com o objetivo de expressar sua indignação com o mundo. Pretende especializar-se em jornalismo político.
As Duas Focas são:
Fernanda Vergara Grabauska
Tem dezessete anos, escolheu o jornalismo logo após a alfabetização e planeja especializar-se em jornalismo impresso, preferencialmente na área de crítica cinematográfica.
Paola Santi Kremer
Tem dezoito anos e escolheu a carreira de jornalista logo antes de prestar vestibular, com o objetivo de expressar sua indignação com o mundo. Pretende especializar-se em jornalismo político.
Assinar:
Postagens (Atom)