quinta-feira, 26 de junho de 2008

Histórias de rádio, de televisão e de uma gravação sem pé nem cabeça

Voltamos. Para atualizá-los com notícias dos últimos módulos, contaremos um pouco do que se passou nas aulas introdutórias de rádio e de televisão, além de relatarmos o que se passou durante as gravações de nosso programa de televisão, o labnews-que-virou-cybernews.

A cronologia do rádio é dividida em cinco fases. A primeira, que vai de 1922 - ano da invenção do dispositivo- até meados da década de 30, é o período de implantação do meio na sociedade. O rádio, nessa fase, foi focado em programas educativos e direcionados à elite, única classe de consumidores com renda suficiente para a compra de um aparelho de rádio.
A segunda fase, que vai de aproximadamente 1935 até 1955, é a conhecida época de ouro do rádio, com programas de auditório, novelas e as famosas cantoras do rádio. Na terceira divisão cronológica do radio, que vai até o final dos anos sessenta, ele sofre o impacto da maior das concorrências: a televisão é inventada e, em um período de impotência em relação à rival, a programação de rádio torna-se o alcunhado "vitrolão", com a reprodução incessante de música para preencher os horários. Na quarta fase, que abrange as décadas de setenta e oitenta, o rádio torna-se prestador de serviços: o horário nobre é o da manhã, quando os trabalhadores sintonizam em alguma estação para saber da previsão do tempo, da situação das vias públicas, por onde anda o radar móvel da EPTC e etc. Na fase atual, há a inserção de novas tecnologias, como o rádio digital e a possibilidade de andar com o rádio em todos os lugares, seja no celular, seja em mp3 players.

Sobre reportagem radiofônica, os conceitos foram dados em linhas gerais: reportagem radiofônica é o relato de um acontecimento ou de uma situação em curso feito pelo repórter ou pela equipe de reportagem por meio do rádio. A reportagem ao vivo é constituída de informação direta e instantânea, emitida pelo reportér do próprio local em que ocorrem os fatos. O improviso - ou seja, a ausência total de roteiro - permite o máximo de exatidão descritiva. A reportagem montada exige maior edição, por possuir maior profundidade jornalística: os depoimentos colhidos pelo repórter são cortados e mesclados à trechos de explicação.

Essa aula foi dada pelo professor Cláudio Mércio, da disciplina de LabJor, em substituição ao professor Juremir Machado, que ministra a cadeira de Técnicas de Reportagem e Formas Narrativas. Achamos importante sua inclusão, já que o assunto não foi tão explorado nas aulas de Laboratório por falta de tempo no cronograma. As aulas de rádio restantes da disciplina foram dedicadas à gravação de boletins de rádio e à roteirização e gravação de um programa de dez minutos, feito em pequenos grupos.


No módulo de vídeo, foi feita divisão similar à de rádio. A história da TV brasileira foi dividida em 6 fases. A primeira, assim como no rádio, era considerada "elitista", quando apenas aqueles com grande poder aquisitivo tinham acesso à televisão. A segunda foi marcada pelos programas de auditório, que eram criticados por muitos, devido à aparente baixa qualidade de conteúdo. A fase do desenvolvimento tecnológico - de 1975 até 1985 - foi quando os programas de rádio passaram a ter mais profissionalismo, graças à intensificação da produção de programas. Já a quarta fase, foi quando os programas passaram a ser exportados, a chamada Expansão Internacional. Graças à globalizaçao e à TV paga, na quinta fase a televisão tem a necessidade de adaptar-se aos novos grupos da redemocratização. Já na sexta e última era da televisão, as novas tecnologias como a internet, a qualidade digital, e a famosa interatividade passam a afetar o rumo da TV. As novas tecnologias tornam-se motivo para plêmica no mundo todo, mas a verdadeira influência delas sobre a vida humana ainda são desconhecidas. É pagar para ver, literalmente.

Um comentário:

Unknown disse...

Meninas, obrigado pelo aviso sobre a cópia do meu texto. A mocinha que agiu de má fé já foi informada que o "truque" foi descoberto e estou esperando que ela assuma, em seu próprio blog, o erro que cometeu.
Do contrário, buscarei na justiça os procedimentos cabíveis.
Da minha parte, inseri um código que impede o Ctrl C+ Ctrl V dos conteúdos do meu blog.
Obrigadão mesmo! Muito bom saber que ainda há gente decente no mundo!
Um abraço!